sexta-feira, 23 de junho de 2017

BUTÃO - DIA 4 - 20 Abril 2011

20 Abril 2011. Solicitámos despertar para essa manhã. Às 07h30 alguém bate e grita à porta “Hello Sir! Wake up time!”.
Saída para visita ao Tiger Nest um dos mais icónicos mosteiros do Butão. Foi construído no século XVII numa escarpa a 300 metros de altura. É considerado um dos 10 templos mais sagrados do mundo budista
Acabámos por não efectuar a subida, que demora cerca de 4 horas. O mosteiro está a 3.100 m de altitude, pelo que o andamento é bastante lento. Optámos por visitar uma escola e uma casa particular, que de outra forma não haveria tempo.
Após uma dura negociação com o director da escola, lá obtivemos autorização para visitar a aula de informática do 8º ano de escolaridade. Os 30 alunos ficaram com muita vergonha. Assim que o professor entra na sala os alunos levantam-se e sentam-se apenas à ordem. Para quebrar o gelo apresentamo-nos e perguntámos se sabiam onde era Portugal. Um dos alunos pôs logo o braço no ar. “ Fica na Europa ao lado de Espanha”. E logo de seguida a conversa deriva para o Cristiano Ronaldo. Aqui todas as lições são dadas em inglês, desde a 1ª classe. Apenas existe uma disciplina de língua materna. O objectivo é formar bilingues em inglês para receber bem os futuros turistas e para permitir entradas fáceis em universidades espalhadas pelo mundo. A escola tinha aspecto de novo, como quase todas as que vimos. O dinheiro do turismo é todo aplicado na saúde e na educação ambos gratuitos para os butaneses.
Visita a um templo sagrado, sendo que é o único sítio do mundo à altitude a que estamos, mais de 2.500 metros, com 2 laranjeiras. Oferta de 10 Rp ao Buda e o monge oferece uma água amarela com sabor a cânfora. Deve beber-se na palma da mão e depois passar a mão pelo cabelo e pescoço. Estamos abençoados!
Depois do almoço, visita a casa de uma família de agricultores. Pessoas muito humildes e simples. Nem uma palavra de inglês. Casa tipicamente butanesa, feita de tijolos de lama, madeira e palha. Não existe decoração interior ou móveis. A única “decoração” que vimos, foram posters do Batista do wrestling e imagens de calendários antigos. Oferecem-nos arroz tostado e seco, misturado com manteiga feita por eles. Já nem me lembrava do sabor da verdadeira manteiga…! Depois aparece um tacho com ARA, que é uma bebida alcoólica feita de arroz ou milho fermentado. Fomos considerados convidados especiais, pelo que a ARA foi servida com farripas de ovo frito e misturada com manteiga. Bebe-se quente. Não foi a grande paixão da Ana. Eu bebi duas tacinhas…! Foram tão simpáticos que me ofereceram sementes de malaguetas para trazer.
Regresso a Paro. Passámos por um sr, que cortava ossos aos pedacinhos, entre centenas de moscas. Pensei que seria comida para os cães. Afinal são ossos secos, que se guardam para durante o inverno para fazer sopa e aproveitar o tutano. Apesar das moscas a sopa deve ser deliciosa, mas não havia para provar.

Pela primeira vez o guia veio juntar-se a nós durante o jantar. Possivelmente por ser a última noite. Dissemos ao motorista para vir também, mas no hotel não deixaram. Foi a única coisa que me desagradou no Butão. Jantámos rapidamente para nos juntarmos a ele. Fumámos uns cigarros juntos e acabou por ficar com os maços sobrantes. Despedidas, troca de contactos, porque o transfer às 05H00 era assegurado pelo hotel.
















































































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